Primeiramente buscamos saber em algumas escolas do município especificamente em escolas localizadas na região central, próximas a sede do polo de São Lourenço do Sul, se havia algum aluno matriculado que tivesse algum tipo de deficiência auditiva, tendo como resposta que não havia nenhum registro de algum aluno que tivesse esta deficiência.
E também não há nenhuma instituição que presta atendimento a estes alunos em são Lourenço do sul.
Então fomos ate a escola de ensino fundamental Castro Alves, localizada na rua Tiradentes 127, no Bairro Santa Terezinha, onde fomos recebidos pela vice-diretora que nos deu a informação de que existe uma aluno matriculado no segundo ano ,com 10 anos de idade, que é deficiente auditivo, necessitando do uso de um aparelho auditivo, e ainda assim escuta pouco.
A entrevistada que não quis ter o nome divulgado nos informou que a professora não tem instrução nenhuma em libras pra se comunicar (não sendo o caso da necessidade deste aluno, pois se comunica muito bem através de gestos).
O poder publico nos auxilia dando a escola uma sala de recursos que conseguimos através de um sorteio, onde era sorteada uma a cada cinco escolas, mas em relação a especialização dos professores para melhor atender este aluno ou ate mesmo para melhor trabalhar nesta sala de recursos nada foi feito ate o momento.
Figura 1 - fachada da escola Castro Alves
26 de outubro de 2013
Componentes do grupo
Carlos Fernando Meyer
Elisane Strelow
Girle Kohn
Mariana Padilha Oreste
Tamires Holz Gehrke
Acadêmicos do 6° semestre do curso de licenciatura em Matemática pela universidade Federal de Pelotas -UFPEL
sábado, 26 de outubro de 2013
Inclusão do Aluno Surdo nas Escolas
Aqui em São Lourenço temos
alunos surdos incluídos nas escolas regulares. Não existe nenhuma escola específica
para surdos, somente na cidade de Pelotas. Não temos conhecimento de outra
instituição que realize atendimento para surdos. Existem duas salas de recursos
da rede municipal que prestam o atendimento educacional especializado para
alunos surdos da rede municipal.
Na Escola Estadual de Ensino
Fundamental Vicente Di Tolla estudam dois alunos com deficiência auditiva, eles
utilizam aparelhos e estão desenvolvendo a oralização. Os alunos não sabem e
não utilizam LIBRAS. A escola não possui o tradutor/intérprete de LIBRAS e as
professoras trabalham através da oralização. Há uma professora que sabe LIBRAS,
a qual futuramente atuará na sala de recursos da escola.
| Figura 1 - Visita à Escola |
“Procuramos dar atenção individual a esses alunos na sala de aula realizando atividades adaptadas de acordo com o nível de aprendizagem de cada um.”
| Figura 2 - Fachada da E.E.E.F. Vicente Di Tolla |
O poder público ainda deixa
muito a desejar quanto ao apoio a alunos surdos, pois não dispõe de intérpretes
nas escolas e também não proporcionam cursos gratuitos de LIBRAS. Os
professores não estão preparados para trabalhar com esses alunos, por isso
deveriam ser disponibilizadas formações para estes profissionais sobre o tema e
a língua brasileira de sinais.
Componentes
do Grupo:
Geni Ricardo
Inajara Dietrich
Luciane Hax
Silvana Leite Armesto
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Surdez e Educação Inclusiva – Entrevista com a Profª e orientadora pedagógica da APAE
Em
uma primeira análise do roteiro desta primeira postagem no blog,
buscamos saber se existiam alunos com surdez nas escolas onde as
integrantes do grupo trabalhavam. A colega Inês conversou com suas
colegas de trabalho da Escola Estadual de Ensino Médio Profº
Rodolfo Bersch e a colega Leda na Escola Municipal de Ensino
Fundamental Rodolpho Kruger, as duas constataram que não existiam
alunos com essa deficiência frequentando as aulas.
Então
surgiu a ideia de entrevistar a professora e orientadora pedagógica da
APAE de São Lourenço do Sul, Carmem Rosangela Mendes que possui
especialização em Educação Inclusiva, a qual nos relatou que em nossa cidade, a Escola
Municipal de Ensino Fundamental Isolina Passos tem duas alunas
incluídas, as mesmas estão no ensino fundamental e são surdas.
A
linguagem dos sinais (LIBRAS) é utilizada por essas alunas, as
mesmas aprenderam a se comunicar através da LIBRAS na própria
escola, com o auxílio de um professor especializado em linguagem dos
sinais. Em sala de aula o aluno recebe o atendimento do intérprete,
mas não em tempo integral. Os demais professores tem algum
conhecimento em LIBRAS, adquirido através da convivência e da
própria busca de informações sobre o assunto. Normalmente é o
professor da sala de recursos que possui um conhecimento maior da
linguagem dos sinais. Em nossas pesquisas destacamos um facilitador
da comunicação pra quem está iniciando seus estudos na área, é o
Dicionário online de LIBRAS, o qual apresenta uma lista de palavras
com seu significado e sua utilização em LIBRAS, mostrando um vídeo
de sua correta aplicação gestual.
Figura 1 - Dicionário online de LIBRAS
Fonte: http://www.acessobrasil.org.br/libras/
Segundo a Profª
Carmem “Todo o atendimento ao aluno com alguma deficiência é
garantido por lei, cabe a família exigir o melhor atendimento ao seu
filho, hoje os municípios já possuem salas de recursos onde o aluno
tem o atendimento auxiliar, algumas escolas possuem intérprete o que
garante melhor aprendizado ao aluno. Quanto ao professor estar
capacitado, não está e cabe a ele procurar o mínimo de
conhecimento pois o trabalho com alunos surdos exige muito estudo e
dedicação e também exigir na sua sala de aula o intérprete de
sinais quando necessário, pois é um direito do aluno!”
Percebemos que as campanhas de inclusão existem, mas ainda não
conseguem atingir a todos, muito ainda precisa ser feito. Pode-se
dizer que o governo não tem apresentado as condições necessárias
para a inclusão, embora essa inclusão seja garantida por lei, nem
sempre a escola (professores e funcionários) tem o treinamento
adequado e necessário para um bom atendimento.
Desde
o início deste curso de licenciatura temos recebido instruções a
respeito da importância da inclusão no ambiente escolar. E um texto
marcante disponibilizado para nós, foi o de MACCLEARY no Encontro
Paulista entre Intérpretes e Surdos em 2003, o mesmo relata a luta
das minorias por seu espaço na sociedade, principalmente os surdos e
a importância da autoestima, do orgulho de ser quem é e do
posicionamento das outras pessoas nessa realidade. Para MACCLEARY
(2003, p.8) o objetivo de ter orgulho de ser quem é “é o de
redefinir o que significa ser negro, ou gay, ou surdo, para que
todos, negros e brancos, gays e não-gays, surdos e ouvintes, possam
ter orgulho de viver numa sociedade em que todos possam ser o que são
e aprender uns com os outros.” Finalizamos com essa reflexão de
Maccleary e com o agradecimento especial a Profª Carmem Rosangela
Mendes pela colaboração.
25
de Outubro de 2013.
Daniele
Bracher
Inês
C. N. Kruger
Leda
K. Brodt
Loiva
A. Rickes
Marta
Seefeldt
Acadêmicas
do 6º semestre do curso de Licenciatura em Matemática
pela
Universidade Federal de Pelotas – UFPel
Referências:
Dicionário online de LIBRAS. Disponível em http://www.acessobrasil.org.br/libras/ Acesso em 25/10/2013 às 15:57 horas.
MCCLEARY,
Leland. (2003) O orgulho de ser surdo. In: ENCONTRO PAULISTA ENTRE
INTÉRPRETES E SURDOS, 1, (17 de maio) 2003, São Paulo: FENEIS-SP
[Local: Faculdade Sant’Anna]. Disponível em
https://docs.google.com/file/d/0B3qocKPsPCWFRXN1cFRSRXVyUEE/edit?usp=sharing&pli=1
acesso em 25/10/2013 às 11:30 horas
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Inclusão do Aluno Surdo no Ambiente Escolar
Em nosso município, infelizmente, não temos escolas com atendimento específico para surdos. Temos apenas duas professoras que fizeram os três módulos do curso de LIBRAS que a UCPEL oferece, sendo que estas trabalham nas salas de recursos de escolas, onde elas estabelecem contato com os alunos surdos.
Na EMEF Prof.ª Isolina Passos, estão matriculadas duas alunas com laudo de deficiência auditiva. A de maior idade domina relativamente bem LIBRAS, estabelecendo uma boa comunicação com a professora do AEE. Ela oraliza pouquíssimas palavras, como "não pode", "pode" e "feio". Ela aprendeu LIBRAS com a professora da AEE (Sala de Recursos).
Aluna deficiente auditiva com a professora da Sala de Recursos
Já a de menor idade, está começando a aprender LIBRAS. No início ela era resistente à LIBRAS, pois se comunica com os amigos e família através de uma linguagem caseira, que para ela estava funcionando muito bem. Mas com esta linguagem ela não estava conseguindo se alfabetizar. A partir da inserção da professora do AEE em sua sala por alguns períodos, os colegas começaram a se interessar pelo uso correto dos sinais, o que acabou motivando a aluna a querem aprender LIBRAS, pois agora, seus colegas também começaram a se comunicar com ela através desta língua.
Outra aluna deficiente auditiva desta escola (à direita)
No caso desta escola, o poder público tem auxiliado para melhorar as condições de aprendizagem do deficiente auditivo. O atendimento que elas estão tendo ainda não é o ideal, pois são alguns períodos com acompanhamento em sala de aula e alguns no turno inverso da aula, na própria sala de recursos. Um intérprete em sala de aula em tempo integral ajudaria, pois os professores ainda não estão preparados para atender alunos surdos. Seria importante também que as famílias dos alunos surdos aprendessem LIBRAS, pois como a maioria das pessoas que as rodeiam não dominam essa linguagem e usam uma comunicação informal, o aluno surdo acaba se desestimulando no aprendizado de LIBRAS.
Componentes do Grupo:
Arlete Rodrigues
Marion Igansi Heiden
Luciano Bender
Andréia Silveira
Vitor Stallbaum
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