sábado, 26 de outubro de 2013

A inclusão do aluno surdo no ambiente escolar

       Primeiramente buscamos saber  em algumas escolas do município especificamente em escolas  localizadas na região central, próximas a sede do polo de São Lourenço do Sul, se havia algum aluno matriculado que tivesse algum tipo de deficiência auditiva, tendo como resposta que não havia nenhum registro de algum aluno que tivesse esta deficiência.
      E também não há nenhuma instituição que presta atendimento a estes alunos em são Lourenço do sul.
       Então fomos ate a escola de ensino fundamental Castro Alves, localizada na rua Tiradentes 127, no Bairro Santa Terezinha, onde fomos recebidos pela vice-diretora que nos deu a informação de que existe uma aluno matriculado no segundo ano ,com 10 anos de idade, que é deficiente auditivo, necessitando do uso de um aparelho auditivo, e ainda assim escuta pouco.
     A entrevistada que não quis ter o nome divulgado nos informou que a professora não tem instrução nenhuma em libras pra se comunicar (não sendo o caso da necessidade deste aluno, pois se comunica muito bem através de gestos).
     O poder publico nos auxilia dando a escola uma sala de recursos que conseguimos através de um sorteio, onde era sorteada uma a cada cinco escolas, mas em relação a especialização dos professores para melhor atender este aluno ou ate mesmo para melhor trabalhar nesta sala de recursos nada foi feito ate o momento.
                                                                
                                                                                           Figura 1 - fachada da escola Castro Alves
                                                                                                      26 de outubro de 2013
Componentes do grupo
 Carlos Fernando Meyer
 Elisane Strelow
 Girle Kohn
 Mariana Padilha Oreste
Tamires Holz Gehrke
 Acadêmicos do 6° semestre do curso de licenciatura em Matemática pela  universidade Federal de Pelotas -UFPEL

Inclusão do Aluno Surdo nas Escolas


    Aqui em São Lourenço temos alunos surdos incluídos nas escolas regulares. Não existe nenhuma escola específica para surdos, somente na cidade de Pelotas. Não temos conhecimento de outra instituição que realize atendimento para surdos. Existem duas salas de recursos da rede municipal que prestam o atendimento educacional especializado para alunos surdos da rede municipal.

    Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Vicente Di Tolla estudam dois alunos com deficiência auditiva, eles utilizam aparelhos e estão desenvolvendo a oralização. Os alunos não sabem e não utilizam LIBRAS. A escola não possui o tradutor/intérprete de LIBRAS e as professoras trabalham através da oralização. Há uma professora que sabe LIBRAS, a qual futuramente atuará na sala de recursos da escola.
 
Figura 1 - Visita à Escola

“Procuramos dar atenção individual a esses alunos na sala de aula realizando atividades adaptadas de acordo com o nível de aprendizagem de cada um.”
 
Figura 2 - Fachada da E.E.E.F. Vicente Di Tolla
 
    O poder público ainda deixa muito a desejar quanto ao apoio a alunos surdos, pois não dispõe de intérpretes nas escolas e também não proporcionam cursos gratuitos de LIBRAS. Os professores não estão preparados para trabalhar com esses alunos, por isso deveriam ser disponibilizadas formações para estes profissionais sobre o tema e a língua brasileira de sinais.

Componentes do Grupo:
Geni Ricardo
Inajara Dietrich
Luciane Hax
Silvana Leite Armesto
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Surdez e Educação Inclusiva – Entrevista com a Profª e orientadora pedagógica da APAE

      Em uma primeira análise do roteiro desta primeira postagem no blog, buscamos saber se existiam alunos com surdez nas escolas onde as integrantes do grupo trabalhavam. A colega Inês conversou com suas colegas de trabalho da Escola Estadual de Ensino Médio Profº Rodolfo Bersch e a colega Leda na Escola Municipal de Ensino Fundamental Rodolpho Kruger, as duas constataram que não existiam alunos com essa deficiência frequentando as aulas.

     Então surgiu a ideia de entrevistar a professora e orientadora pedagógica da APAE de São Lourenço do Sul, Carmem Rosangela Mendes que possui especialização em Educação Inclusiva, a qual nos relatou que em nossa cidade, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Isolina Passos tem duas alunas incluídas, as mesmas estão no ensino fundamental e são surdas.

     A linguagem dos sinais (LIBRAS) é utilizada por essas alunas, as mesmas aprenderam a se comunicar através da LIBRAS na própria escola, com o auxílio de um professor especializado em linguagem dos sinais. Em sala de aula o aluno recebe o atendimento do intérprete, mas não em tempo integral. Os demais professores tem algum conhecimento em LIBRAS, adquirido através da convivência e da própria busca de informações sobre o assunto. Normalmente é o professor da sala de recursos que possui um conhecimento maior da linguagem dos sinais. Em nossas pesquisas destacamos um facilitador da comunicação pra quem está iniciando seus estudos na área, é o Dicionário online de LIBRAS, o qual apresenta uma lista de palavras com seu significado e sua utilização em LIBRAS, mostrando um vídeo de sua correta aplicação gestual.

Figura 1 - Dicionário online de LIBRAS
Fonte: http://www.acessobrasil.org.br/libras/
     
     Segundo a Profª Carmem “Todo o atendimento ao aluno com alguma deficiência é garantido por lei, cabe a família exigir o melhor atendimento ao seu filho, hoje os municípios já possuem salas de recursos onde o aluno tem o atendimento auxiliar, algumas escolas possuem intérprete o que garante melhor aprendizado ao aluno. Quanto ao professor estar capacitado, não está e cabe a ele procurar o mínimo de conhecimento pois o trabalho com alunos surdos exige muito estudo e dedicação e também exigir na sua sala de aula o intérprete de sinais quando necessário, pois é um direito do aluno!”

     Percebemos que as campanhas de inclusão existem, mas ainda não conseguem atingir a todos, muito ainda precisa ser feito. Pode-se dizer que o governo não tem apresentado as condições necessárias para a inclusão, embora essa inclusão seja garantida por lei, nem sempre a escola (professores e funcionários) tem o treinamento adequado e necessário para um bom atendimento.

     Desde o início deste curso de licenciatura temos recebido instruções a respeito da importância da inclusão no ambiente escolar. E um texto marcante disponibilizado para nós, foi o de MACCLEARY no Encontro Paulista entre Intérpretes e Surdos em 2003, o mesmo relata a luta das minorias por seu espaço na sociedade, principalmente os surdos e a importância da autoestima, do orgulho de ser quem é e do posicionamento das outras pessoas nessa realidade. Para MACCLEARY (2003, p.8) o objetivo de ter orgulho de ser quem é “é o de redefinir o que significa ser negro, ou gay, ou surdo, para que todos, negros e brancos, gays e não-gays, surdos e ouvintes, possam ter orgulho de viver numa sociedade em que todos possam ser o que são e aprender uns com os outros.” Finalizamos com essa reflexão de Maccleary e com o agradecimento especial a Profª Carmem Rosangela Mendes pela colaboração.

25 de Outubro de 2013.

Daniele Bracher
Inês C. N. Kruger
Leda K. Brodt
Loiva A. Rickes
Marta Seefeldt

Acadêmicas do 6º semestre do curso de Licenciatura em Matemática
pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel

Referências:

Dicionário online de LIBRAS. Disponível em http://www.acessobrasil.org.br/libras/ Acesso em 25/10/2013 às 15:57 horas.


MCCLEARY, Leland. (2003) O orgulho de ser surdo. In: ENCONTRO PAULISTA ENTRE INTÉRPRETES E SURDOS, 1, (17 de maio) 2003, São Paulo: FENEIS-SP [Local: Faculdade Sant’Anna]. Disponível em https://docs.google.com/file/d/0B3qocKPsPCWFRXN1cFRSRXVyUEE/edit?usp=sharing&pli=1 acesso em 25/10/2013 às 11:30 horas

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Inclusão do Aluno Surdo no Ambiente Escolar

Em nosso município, infelizmente, não temos escolas com atendimento específico para surdos. Temos apenas duas professoras que fizeram os três módulos do curso de LIBRAS que a UCPEL oferece, sendo que estas trabalham nas salas de recursos de escolas, onde elas estabelecem contato com os alunos surdos.
Na EMEF Prof.ª  Isolina Passos, estão matriculadas duas alunas com laudo de deficiência auditiva. A de maior idade domina relativamente bem LIBRAS, estabelecendo uma boa comunicação com a professora do AEE. Ela oraliza pouquíssimas palavras, como "não pode", "pode" e "feio". Ela aprendeu LIBRAS com a professora da AEE (Sala de Recursos). 
Aluna deficiente auditiva com a professora da Sala de Recursos

Já a de menor idade, está começando a aprender LIBRAS. No início ela era resistente à LIBRAS, pois se comunica com os amigos e família através de uma linguagem caseira, que para ela estava funcionando muito bem. Mas com esta linguagem ela não estava conseguindo se alfabetizar. A partir da inserção da professora do AEE em sua sala por alguns períodos, os colegas começaram a se interessar pelo uso correto dos sinais, o que acabou motivando a aluna a querem aprender LIBRAS, pois agora, seus colegas também começaram a se comunicar com ela através desta língua.

Outra aluna deficiente auditiva desta escola (à direita)

No caso desta escola, o poder público tem auxiliado para melhorar as condições de aprendizagem do deficiente auditivo. O atendimento que elas estão tendo ainda não é o ideal, pois são alguns períodos com acompanhamento em sala de aula e alguns no turno inverso da aula, na própria sala de recursos. Um intérprete em sala de aula em tempo integral ajudaria, pois os professores ainda não estão preparados para atender alunos surdos. Seria importante também que as famílias dos alunos surdos aprendessem LIBRAS, pois como a maioria das pessoas que as rodeiam não dominam essa linguagem e usam uma comunicação informal, o aluno surdo acaba se desestimulando no aprendizado de LIBRAS. 


Componentes do Grupo:
Arlete Rodrigues
Marion Igansi Heiden
Luciano Bender
Andréia Silveira
Vitor Stallbaum

domingo, 20 de outubro de 2013